terça-feira, 22 de abril de 2014

Eu sou um(a)... Fênix

Dizem que a fenix sempre renasce das próprias cinzas e que não importa o que aconteça ela sempre volta. Acho que isso tem um pouco a ver com a gente, porque não importa o que aconteça eu sempre volto pra você. Não importa se hoje eu odeio você, porque amanhã eu vou acordar te amando e no outro dia amando mais, ou seja, nosso amor vai sempre renascer, mesmo que no dia anterior tenha morrido, ele sempre resnace e cada vez mais forte, assim como a fenix.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Eu sou um(a)... Garota

Oi gente, "Eu sou um(a)" é uma nova tag que eu estou criando no blog! Eu coloco em votação e vocês decidem o que eu vou ser e eu faço um texto como se eu fosse mesmo, pode ser qualquer coisa, mas hoje como só estou começando eu vou ser o que eu sou, uma GAROTA.

Posso até parecer um monstro, mas na verdade eu sou uma garota. Uma garota como toda as outras , insegura e tímida , e que quer sim , ser amada quer carinho abraço e beijo, na verdade eu sou só uma menina ao redor de outras com o cabelo bagunçado , com as unhas pintadas de uma cor forte , sem olhar muito pros lados , eu só sou uma garota com um sorriso tímido e o celular na mão que procura alguém que a olhe nos olhos e sorria , e diga que tudo vai ficar bem.
*Hoje eu escolhi um texto, mas pode ser um poema, uma frase, uma historia...

domingo, 16 de março de 2014

Parte Três: Certas Coisas Sombrias - Cap 1: Os Portões de Alicante

E porque isso é muito embaraçoso, pois eu ainda tenho eles por você. E eu tenho certeza que você sabe disso. Pensou Isa.
Ela não respondeu.
- Chegamos - ele anuciou.
Raphael parou a pick- up em frente ao que se parecia ser uma igreja.
- Eu, Raphael Mogestern, peço entrada nesse local sagrado. Estando ciente do equilibrio que aqui se exerce e tambem da minha funcao para que com os mestiços. Eu, filho do Anjo Raziel, peço sua permissão para minha entrada neste recinto.
As portas da catedral se abriram e Clarissa ficou estatalada e palida, como se tivessem drenando todo o seu sangue e fazendo isso com uma lentidão cruel.
*************************************
- Isa, acorde - bradava Raphael solenemente.
- Quando tempo temos?
- Alguns minutos ate o portal se fechar. Acho que voce deveria ir primeiro.
Eles entraram em um acordo sem palavras, no qual dizia que Isa devia ir primeiro.
- Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que posso, e sabeboria para perceber a diferença entre elas.
Eles abriram os olhos e trocaram olhares que estudados a fundo revelam o seu tamanho significado.
- Antes de ir - começou ele -, deixe-me lhe advertir sobre uma coisa.
- Diga!
- O portal irá te levar para o lugar que voce mais deseja ir em todo o universo.
- Tudo bem.
Isa fechou os olhos e mentalizou uma casa de campo em Alicante. O ceu azul da  primavera no qual apontava-se um feixe de luz do sol.
Na verdade ela havia apenas pensado em Raphael.
Ela traspassou pelo portal e caiu na grama úmida que ladeava a casa.
Raphael foi logo em seguida, e acabou caindo encima de Isa.
- Estamos no lugar certo?
- Voce quer dizer aqui nessa posição, ou aqui em Alicante?
Ela começou a golpea-lo com peguenos socos no peito.
- Calma, - disse ele saindo de cima dela relutantemente - já estou saindo.
Ela levantou-se e limpou os jeans cobertos de grama e terra.
- Onde vamos agora?
- Voce não vai.
- Como assim?
- Isa - ele disse apertando o braço dela -, não importa o que voce ver, o que voce ouvir, não saia daqui.
Um emaranhado de linhas surgiu em sua mente, e ela os desenhou no ar suavemente com a sua estela.
Eles chegaram ao castelo com um barulho ensurdecedor.
- Isa - disse Raphael - voce esta bem?
Para Isa o ar estava faltando, e o seu pescoço estava sendo esganado e uma lâmina serafim que brilhava como luz branca estava sendo fincada no mesmo.
- Raphael - ela disse no que se pareceu mais um soluco.
Ela estava com a boca cheia de sangue, que corria do labio cortado. Ao olhar para Lucian, a raiva floresceu como uma planta venenosa no peito. Aquele homem, estava prestes a mata-la e deixa-la morta no chao como se fosse o lixo que voce poe para fora. Ela achava que ja tinha odiado pessoas na vida, mas estava errada. Aquilo era odio.
- Sempre filha de sua mãe, Clarissa - prosseguiu ele franzindo a testa -, o que pretende fazer agora?
Ele a soltou deixando- a cair no chao metalico.
Isa se inclinou para frente e cuspiu o sangue da boca nos sapatos dele. Com uma exclamcao de nojo e surpresa ele deu um passo para tras erguendo a lamina na mao, e por um instante Clarissa viu a raiva descontrolada em seu olhar e achou que ele realmente fosse mata-la bem ali, onde estava agachada a seus pes, por ter cuspido nos sapatos dele.
Lentamente ele lenvantou- a enquanto fincava a lamina em sua garaganta.
Lucian sorriu. Vestia sua armadura negra e monopla que brilhavam como carapacas de insetos pretos.
- Pai? É voce?
- Meu filho.
- Nao me chame assim. Onde esta Isa?
Lucian continuava sorrindo.
- Ela me desafiou. Tive de dar uma licao nela.
- O que fez com ela?
- Nada do que ela va se recuperar.

O corpo de Isa estava caido no chao, ja sem vida, quando Raphael aproximou- se.
- Foi...- disse Lucian se aproximando o bastante para toca-lo no rosto. Nao o fez.- necessario.
- Não! - gritou ele enfiando a barra de metal solta no chao no peito de seu pai.
Algo que todas as pessoas deveriam saber sobre o amor: ele não existe. E quando o encontramos, ele simplesmente escapa - pensou Raphael, enquanto suas lagrimas rolavam em seu rosto e caiam sobre o corpo de Isa.
Ela morreu e...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Post da Beh :)

Olá "Diamonds, "tudo bem com vocês?
É realmente um absurdo ficar sem internet.  Então vou direto ao ponto.Minhas aulas começam amanhã.  Absurdo? Eu sei. Mas então, vai ficar mais difícil postar, pois tem a semana de adaptação apesar de que já conheço a escola e seus métodos. Esse 2014 começa o meu ano com "Física e Química". Ou seja: Mais estudos. Na terceira unidade eu já quero estar passada. Posso passar alguns dias sem postar, mas não deixarei o blog as moscas. Eu prefiro centralizar-me nos estudos para ter mais tempo para vocês. Então é isso. 

        *Beezo de Diamante*

sábado, 25 de janeiro de 2014

Parte Três: Certas Coisas Sombrias

Entre um passo e outro, ela viu um brilho branco sendo emitido de alguma coisa no chão: era a faca que Raphael havia usado para cortar as maçãs, repousada sobre a lateral. Ela foi subtimente para trás para não pisar, e seu ombro bateu no dele, ele pôs a mão para ela equilibrar-se, bem na hora que ela se virou para desculpar-se. Em seguida, de algum jeito, estavam se beijando.
Isa se afastou com uma exclamação espantada, embora continuasse com os braços em volta dele.
- Desculpe, - ela abaixou a cabeça e afastou-se dele - eu não devia...
- Isa, eu gosto de você - ele disse gesticulando para si meso.
- Mas se você pensar bem, você vai acabar percebendo que não gosta tanto assim de mim. Quer dizer, eu sou legal, inteligente, arrumadinha e engraçada nas horas certas. Mas tirando isso, essas razões óbvias que fazem as pessoas se apaixonarem umas pelas outras, não existe um porquê de você olhar para mim assim, como se eu fosse realmente muito necessária. Eu sei que não sou, e uma hora você vai ver isso também.
- Tudo bem, - disse ele, desistindo de protestar - não foi tão inesquecivel para mim tambem.
Eles desceram pela mesma escada que haviam subido, mas para Isa o caminha estava totalmente diferente.
Ele estava pensativo e com o olhar distante.
Ela entrou no quarto e deixou que o excesso de pensamentos ocupasse sua mente.
" Foi melhor assim. Não iria dar certo. Eu não estaria segura ao seu lado."
Por fim o sono venceu-lhes.
Ela acordou com gritos vindos da sala.
- ...Ela não vai acordar, Stubb. Seu tempo está acabando, e quando acabar não haverão acordos que não me façam comer sua pele imunda. - ela disse antes de desaparecer.
Antes que ela pudesse ir para a sala, Raphael entrou pela porta.
- Onde esteve?
- Eu fui ver meu pai. E antes que diga alguma coisa, eu precisava ir.
- Voce nao deveria ter ido - disse Stubb, seco - O que Lucian disse?
Então o pai de Raphael chama-se Lucian - pensou Clarissa.
- Ele pediu para ajuda- lo.
- E você disse que não, certo?
- Quero que as pessoas parem de adivinhar o que eu disse, isso está me tornando previsivel.
Isa decidiu anuciar sua presença.
Ela foi até a mesa e pegou uma maçã.
- Quem era aquela mulher? - disse Isa ainda engolindo um pedaço da fruta.
- Madeleine, ela sabe como salvar Kk.
- Então o que estamos esperando? - ela levantou da mesa onde estava sentada.
- Não é tão simples, Isa.
- O que temos que fazer? Onde temos que ir?
Raphael estava atento a tudo que Clarissa dizia, ele observava cada movimento que ela fazia.
Porém seus olhos estavam impassiveis, não demostravam emoçoes por tras deles.
Stubb, não importando-se muito com a pergunta, foi à biblioteca.
Raphael e Clarissa estavam sozinhos na sala de estar.
- Não é seguro para você - ele disse dirigindo-se até à porta.
- Raphael, - disse Isa puxando -o para trás - ela é minha mãe! Eu daria a vida por ela.
- Vá se trocar, quero que conheça alguém.
Isa foi para o quarto, fez sua higiene e colocou um dos inúmeros jens que tinha na mochila. Pegou sua estela sobre o criado-mudo e afundou-a no bolso da calça.
Quando saiu, encontrou Raphael encostado na porta.
Eles sairam sem trocarem uma palavra.
*#*#*
- Então era aqui que voce queria que eu viesse - falou ela num tom irônico.
Eles estavam no Central Park, em frente ao Lago Lynn.
- Toma, - ele estendeu uma pedra brilhante na direção dela.
Ela pegou e analisou a pedra brilhante por entre os dedos.
- Ela ira te trazer luz mesmo nos momentos mais sombrios.
Eles foram afundando cada vez mais para dentro do lago.
- Tem algo errado.
Eles estavam com o nivel de agua até o pescoço.
- Vamos tentar de novo. Isa você primeiro.
Ela recuou alguns passos, em seguida avançou abruptamente. À medida que ela avançava o sol recuava cada vez mais. Logo atrás dela estava Raphael, segurando sua mão. Quando submergiram, estavam em um barco de guerra. Clarissa sentia que algo estava errado e a cada passo que dava, a sensação só aumentava.
- Pai? - Raphael chamou.
As aguas do Lago Lynn quebravam no casco do.navio. Algum tempo depois surgiu um homem alto e quase tao magro quanto Raphael.
- Vejo que trouxe Clarissa.
De fato, eu nunca tinha visto aquele cara na vida.
- Porque esta aqui? Veio juntar- se a mim?
Clarissa fez uma expressao confusa, misturada com um pouco de curiosidade. Fez-se um longo silencio,ate que Lucian chegou mas perto de Isa e disse:
- Deixe- me explicar, daqui a alguns dias não haverão mais barreiras. Uma guerra sera travada entre o mundo inferior e superior.
- Qual o motivo disso tudo?
- Isa, minha querida, - disse ele levantando o rosto dela - o mundo está cheio de pessoas más.
- Pessoas ruins têm de fazer parte do mundo. - irritou- se Isa -  O mundo só precisa de pessoas boas para equilibrar-se, e voce pretende matar todas elas.
- O que vieram fazer aqui? - disse Lucian voltando sua atenção para Raphael.
- Precisamos de um portal - disse Raphael secamente.
- Hum... Acho que sei onde podem encontrar. Mas, o que te faz pensar que vou te ajudar?
- Não quero sua ajuda! Vamos! - disse ele virando para Isa.
*#*#*
A onda de frio da semana anterior tinha acabado, e o sol estava raiando brilhantemente
enquanto Clarissa se apressava pelo empoeirado quintal da frente da casa de Stubb.
O capuz de sua jaqueta para cima mantinha seu cabelo de soprar através do seu rosto. O tempo poderia estar quente, mas o vento do East River ainda podia ser brutal. Ele se carregava com um fraco cheiro quimico, misturado com o cheiro de asfalto do Brooklyn, gasolina e açucar queimado vindo da fabrica fecheda abaixo na rua.
Raphael estava esperando por ela na varanda da frente, esparramado na poltrona quebrada.
Clarissa empurrou seu capuz para tras retirando o cabelo dos olhos, enquanto tateava seu bolso por suas chaves.
- Onde voce estava? Te liguei a manhã toda.
Não houve resposta.
Clarissa parou de sacudir a chave na fechadura - ela sempre prendia - tempo suficiente para fazer uma careta para ele.
- Deixe que eu faço isso!
Clarissa ficou de pé bem ao lado de Raphael, enquanto ele torcia a chave apenas a quantia certa de pressao, fazendo a teimosa fechadura velha saltar aberta. As mãos dele roçaram as delas, sua pele era fria, a temperatura do ar lá fora. Ela estremeceu um pouco.
- Obrigado - disse ela sem olhar para ele.
Estava quente na sala de estar. Isa pendurou sua jaqueta no gancho ao lado da porta e seguiu para o quarto de hospedes, onde sua mala estava aberta sobre a cama como uma ostra, e suas roupas e blocos de desenho para todo lado.
- Hey, Isa! - Stubb soou calmo, talvez um pouco cansado ( ele estava usando uma camisa velha flanelada e um calça de brim, e estava segurando um pacote com uma das mãos, enquanto acariciava as costas de Isa com a outra ) - Tenho algo para voce levar na sua viagem - ele deu um curto, mas profundo, suspiro.
Ele repousou sua mão esquerda sobre o ombro de Isa e entregou o pacote que estava na sua mão direita a ela.
- Stubb...
- Não diga nada. Apenas abra. Tenho certeza que não irá arrepender- se.
Ela pensou em devolver, mas não o fez, sorriu para Stubb enquanto desembrulhava o presente.
- Um retrato?!
- Sim - falou ele com entusiasmo - uma foto da Ascensão.
Clarissa reconheceu algumas pessoas na foto - Stubb, Lucian, Maryse, Thiago e ( obviamente ) Kk.
Sem Kk, eu não sei quem eu sou, pensou ela.
Não era um tanto esquisito ela não saber quem era? E também não era uma injustiça o fato de ela mesma não poder determinar o que seria? Isto simplesmente lhe tinha sido imposto ao nascer. Seus amigos, estes sim ela talvez pudesse escolher, mas não tinha tido a chance de escolher-se a si própria. Não tinha sequer decidido ser uma pessoa.
- Stubb, eu vou ser eternamente grata a voce, por tudo o que esta fazendo.
Seus olhas minguaram, e sua expressão - antes impassivel - tornou- se paternal.
- Bom, acho melhor voce ir. Raphael está te esperando.
Ela captou a expressao notoria de Raphael, e deduziu que ele já estava ali mais tempo do que ela imaginará.
Eles entraram na velha pick-up de Stubb, enquanto ele acenava da porta da garagem.
Pouco antes de Raphael dar a contra partida ela disse:
- Espera, eu esqueci uma coisa.
Três semanas para fazer as malas e ainda esquece alguma coisa.
Resmungou Raphael para si mesmo.
Clarissa desceu do carro e correu até Stubb e abraçou-o.
- Stubb, se eu não voltar...- disse ela se afastando um pouco dele.
- Porque diz isso? E claro que voce vai voltar. - disse Stubb imterropendo- a e abraçando ela mais forte.
Raphael estava ghunindo raivosamente na grande pick- up vermelha.
- Melhor você ir. - disse Stubb num tom sereno.
Clarissa apressou- se para chegar ate o carro.
Quando entrou, disse.
- Sempre pensei que a primeira vez que eu fosse viajar para o exterior, eu teria pelo menos um passaporte.
Raphael não riu.
- Eu sei que você está nervosa. - disse ele - Mas vai ficar tudo bem. Eu vou cuidar bem de você.
Eu só disse isso um milhão de vezes. Clarissa pensou.
- Por que não cuidaria?
Porque voce me disse que não tinha sentimentos por mim mais...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Parte Dois- Os Portões do Inferno

A unidade de tratamento de pacientes em estado critico do hospital Beth Israel sempre fazia com que Clarissa lembrasse da Antartida: era frio, remoto e as paredes eram brancas e azuis. As paredes do quarto da mãe eram brancas, os tubos que lhe cercavam a cabeça e a infinidade de aparelhos apitando ao redor da cama eram cinza e o cobertor que a cobria até o busto era azul-claro. Estava com o rosto pálido. Ela ficou imaginando como Stubb estaria dando conta de pagar aquele hospital. Ela concluiu que poderia perguntar quando ele voltasse da maquina de cafe.
- Mãe - disse ela. Estendeu a mão e
pegou a mão da mãe. - Mãe, eu... - Limpou a garganta.- Eu preciso falar com você. Não tem problema se você não me responder. Então a questão é... - Ela engoliu em seco novamente e olhou pela janela - É o Robbin. Aconteceu uma coisa com ele. E eu sei que foi culpa minha. Entao, basicamente, eu estraguei tudo.
Eu me lembro de quando você falava que crescer acontece quando você olha para trás e percebe que há coisas que gostaria de mudar. Acho que isso significa que eu cresci.
Stubb havia entrado no quarto.
- Isa - ele estava com a quarta xicara de cafe na mao -, precisamos ir.
Ela beijou o rosto da mãe e seguiu para o carro. Eles partiram para casa.
- Sabe, - disse Stubb - eu acho que voce
precisa sair, ver gente.
- Stubb, Ultimamente eu tenho escrito muito. As palavras são meu refúgio, são a elas e às folhas do meu caderno a quem eu recorro quando preciso libertar esses meus sentimentos. Ninguém me escuta, ninguém se importa, ninguém me entente. Nem eu mesmo.
- Nao diga isso. Eu e Raphael nos importamos.
- Quem é Raphael? - ela disse enquanto eles entravam em casa.
Ele demorou um pouco para responder.
Ele assobiou, parecia estar chamando um passaro ou coisa parecida. Um passaro preto entrou na pequena casa de Stubb e pousou na frente de Isa. Ela se afastou um pouco, e ele se transformou em um homem de pele dourada e olhos e cabelos casntanhos-claro.
Ela olhou para ele, e o mundo inteiro desapareceu. Como se houvesse apenas eles  dois, como se sempre só fosse haver eles  dois. E não iriam precisar de magia para isso. Era meio que feliz e triste, tudo ao mesmo tempo. Ele não conseguia ficar perto dela sem sentir coisas, sem sentir tudo.
Stubb estava falando alguma coisa, mas eles não se importaram. Eles não se importavam com nada, apenas com o que estava acontecendo naquele momento. Ficaram assim se entreolhando durante minutos.
- Meninos? - disse Stubb desviando a atenção e o olhar um do outro.
- O que voce disse? - disse Raphael.
- Eu disse que voce ira protege- la. Assim como voce fez em toda a sua vida.
Eles assentiram com a cabeça.
- Eu preciso ir na minha casa. Minhas roupas estao acabando e eu nao trouxe meus documentos.
- Se Raphael for com voce, tudo bem.
Ela detestava a coisa de ser vigiada e protegida o tempo todo fazia com que ela se sentisse em apuros.
Eles foram de metro ate a casa de Clarissa.
E coversavam como se eles ja se conhecessem a seculos. Ela se sentia bem em ter alguém com quem podia conversar sem ter que editar tudo o que dizia.
Quando chegaram ate a casa de Isa, a porta estava aberta e o sinal de destruiçao era claro. A luz do teto havia queimado, e o saguao que antecede a casa estava escuro. As sombras pareciam cheias de movimentos secretos. Tremendo, ela comecou a entrar.
A sensação de alguma coisa estava errada só aumentou ao chegar à porta do apartamento. Estava destrancada, entreaberta, deixando vazar um feixe de luz no chão. Com um sentimento crescente de pânico, ela empurrou a porta. Dentro do apartamento, as luzes estavam acesas, todas as lâmpadas, tudo completamente claro. O brilho agrediu seus olhos.
Sem se importar muito com a destruiçao, foi para o quarto e colocou algumas peças de roupa numa mochila verde. Raphael dissera que tinham que sair rapido pois havia muita atividade demoniaca ali. Clarissa pegou as chaves na pequena prateleira de vidro ao lado da porta e saiu seguida por Raphael.
Quando chegaram na casa de Stubb já era noite, e os pensamentos de Clarissa não faziam sentido algum, ela só queria entender o que estava acontecendo consigo, quando se deu conta de que apesar de não entender nada do que se passava, a única coisa de que ela tinha certeza, era de que ela não poderia ignorar algo que lhe fazia sorrir o tempo todo.
Ali mesmo, deitada no sofá, adormeceu.
Quando acordou, acordou engasgada, o coração batendo dolorosamente contra as costelas. Estava na cama do quarto de hospedes da casa de Stubb e a luz da tarde atravessava as cortinas. O cabelo estava grudado ao pescoço com o suor, e os braços queimavam e doiam. Quando entrou na cozinha, percebeu que Stubb tinha deixado um cafe da manhã para ela: um pão doce em uma caixinha manchada de gordura. Também havia deixado um bilhete na geladeira. Fui ao hospital. Feliz aniversário. Ela comeu o pão doce e sentou-se no sofá enquanto ligava a televisão. Sabe, ela adorava aquele sofá, lembrava a cama da mãe. Ela se viu lembrando de uma foto que há no quarto de Kk: ela tinha cinco anos, os cabelos vermelhos estavam soltos e ela e Kk estavam na praia construindo um castelo de areia.
Ela continuou pensando em como tudo era bom. Em como tudo era pra ser bom. Aí veio uma lágrima. E outra, outra, outra. Inevitável.
O dia passou lento e preguiçoso. No crepusculo da noite Clarissa foi para o quarto tomou um banho e vestiu uma camiseta azul-bebê de algodão e o short combinando, quando acabou ouviu alguem bater a porta. Ela atravessou o quarto descalça e abriu a maçaneta sileciosamente. Era Raphael. Limpo, com calças jeans e camiseta cinza, os cabelos lavados e dourados.
- Você estava dormindo? - ele perguntou. Não tinha qualquer contrição na voz, apenas curiosidade.
- Não - Isa foi ate o corredor, fechando a porta atras de si. - Passei o dia quase todo na cama - ela disse, o que tecnicamente era verdade.
Ele sorriu. Diferentemente dos cabelos, seus dentes não eram perfeitos. Um dos incisivos superiores estava levemente lascado de um jeito adoravel.
- O que voce esta fazendo aqui afinal?
- Aqui no seu quarto, ou aqui, referindo-se à grande questão espiritual do proposito de vida neste planeta? Se voce estiver perguntando se é tudo uma coincidência cosmica ou se há um proposito maior à vida, bem, essa é uma questão para seculos de discurssão, um simples reducionismo ontológico é um argumento claramente falaz, mas...
- Vou voltar para cama. - Ela esticou a mão para alcançar a maçaneta.
Ele se colocou entre ela e a porta.
- Estou aqui - ele disse - porque Stubb me lembrou que é seu aniversario.
Isa suspirou exasperada.
- Só amanhã.
- Isso não é motivo para não comerçamos a celebrar agora.
Ele mostrou as mãos. Nelas, trazia um saco de papel levemente amassado.
- Peguei um pouco de comida na cozinha.
Isa sorriu.
- Um piquenique? Está um pouco tarde para o Central Park, não acha? Está cheio de...
Ele acenou com a mão.
- Fadas, eu sei.
- Eu ia dizer assaltantes - disse Isa. - Embora eu tenha pena do assaltante que resolver ir atras de você.
- E essa é uma atitude sábia, meus cumprimentos por isso. Mas não estava pensando no Central Park. Que tal a estufa?
- Agora? À noite? Não vai estar... escuro?
Ele sorriu como se fosse um segredo.
- Vamos. Eu te mostro.
À meia-luz, as salas que atravessaram a caminho do telhado pareciam tão desertas.
Quando Raphael abriu a porta da estufa, o cheiro atingiu Isa, suave como o toque da patinha de um gato. Atraves das paredes de vidro do recinto, ela podia ver as luzes de Mahattan queimando como joias.
- Uau. - ela virou lentamente, absorvendo aquilo tudo. - É muito lindo à noite!
- E temos o lugar só para nós.
Clarissa sorriu com certa relutancia e sentou-se na frente dele. Do saco de papel, ele tirou algumas maças, uma barra de chocolate com frutas e amêndoa, e uma garrafa de água.
O sanduiche de queijo estava morno e um pouco mole, mas o gosto era bom. Ele tirou uma faca e começou a partir as maçãs em oito pedaços.
- Bem não é um bolo de aniversario - ele disse dando um pedaço a ela -  mas espero que seja melhor que nada.
- "Nada" era exatamente o que eu estava esperando, então obrigada. - ela mordeu um pedaço da maçã.
Em algum lugar soava um sino.
- Meia- noite - disse Raphael, repousando a faca. Ele se levantou, esticando a mão para puxar Isa para o lado dele. - Agora observe.
As folhas do arbusto estavam imoveis.
- Espere - ele disse.
De repente, um dos botões começou a tremer. Inchou atigindo o dobro do tamanho original e abriu.
- Oh! - ela disse comovida.
- Feliz aniversario, Clarissa Cury.
Ela estava estranhamente comovida com aquilo.
- Obrigada.
- Esta ficando tarde - ele disse. - É melhor descermos.
Agora ele olhava para ela. A luz do luar realçava os olhos deles. Agora eram mais prateados do que dourados.
- Voce é linda! - disse Raphael.
Clarissa nao respondeu nada, porque não tinha nada a dizer.
- Acho que deveriamos descer - ele disse outra vez.
- Tudo bem - disse ela, afinal.