domingo, 16 de março de 2014

Parte Três: Certas Coisas Sombrias - Cap 1: Os Portões de Alicante

E porque isso é muito embaraçoso, pois eu ainda tenho eles por você. E eu tenho certeza que você sabe disso. Pensou Isa.
Ela não respondeu.
- Chegamos - ele anuciou.
Raphael parou a pick- up em frente ao que se parecia ser uma igreja.
- Eu, Raphael Mogestern, peço entrada nesse local sagrado. Estando ciente do equilibrio que aqui se exerce e tambem da minha funcao para que com os mestiços. Eu, filho do Anjo Raziel, peço sua permissão para minha entrada neste recinto.
As portas da catedral se abriram e Clarissa ficou estatalada e palida, como se tivessem drenando todo o seu sangue e fazendo isso com uma lentidão cruel.
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- Isa, acorde - bradava Raphael solenemente.
- Quando tempo temos?
- Alguns minutos ate o portal se fechar. Acho que voce deveria ir primeiro.
Eles entraram em um acordo sem palavras, no qual dizia que Isa devia ir primeiro.
- Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que posso, e sabeboria para perceber a diferença entre elas.
Eles abriram os olhos e trocaram olhares que estudados a fundo revelam o seu tamanho significado.
- Antes de ir - começou ele -, deixe-me lhe advertir sobre uma coisa.
- Diga!
- O portal irá te levar para o lugar que voce mais deseja ir em todo o universo.
- Tudo bem.
Isa fechou os olhos e mentalizou uma casa de campo em Alicante. O ceu azul da  primavera no qual apontava-se um feixe de luz do sol.
Na verdade ela havia apenas pensado em Raphael.
Ela traspassou pelo portal e caiu na grama úmida que ladeava a casa.
Raphael foi logo em seguida, e acabou caindo encima de Isa.
- Estamos no lugar certo?
- Voce quer dizer aqui nessa posição, ou aqui em Alicante?
Ela começou a golpea-lo com peguenos socos no peito.
- Calma, - disse ele saindo de cima dela relutantemente - já estou saindo.
Ela levantou-se e limpou os jeans cobertos de grama e terra.
- Onde vamos agora?
- Voce não vai.
- Como assim?
- Isa - ele disse apertando o braço dela -, não importa o que voce ver, o que voce ouvir, não saia daqui.
Um emaranhado de linhas surgiu em sua mente, e ela os desenhou no ar suavemente com a sua estela.
Eles chegaram ao castelo com um barulho ensurdecedor.
- Isa - disse Raphael - voce esta bem?
Para Isa o ar estava faltando, e o seu pescoço estava sendo esganado e uma lâmina serafim que brilhava como luz branca estava sendo fincada no mesmo.
- Raphael - ela disse no que se pareceu mais um soluco.
Ela estava com a boca cheia de sangue, que corria do labio cortado. Ao olhar para Lucian, a raiva floresceu como uma planta venenosa no peito. Aquele homem, estava prestes a mata-la e deixa-la morta no chao como se fosse o lixo que voce poe para fora. Ela achava que ja tinha odiado pessoas na vida, mas estava errada. Aquilo era odio.
- Sempre filha de sua mãe, Clarissa - prosseguiu ele franzindo a testa -, o que pretende fazer agora?
Ele a soltou deixando- a cair no chao metalico.
Isa se inclinou para frente e cuspiu o sangue da boca nos sapatos dele. Com uma exclamcao de nojo e surpresa ele deu um passo para tras erguendo a lamina na mao, e por um instante Clarissa viu a raiva descontrolada em seu olhar e achou que ele realmente fosse mata-la bem ali, onde estava agachada a seus pes, por ter cuspido nos sapatos dele.
Lentamente ele lenvantou- a enquanto fincava a lamina em sua garaganta.
Lucian sorriu. Vestia sua armadura negra e monopla que brilhavam como carapacas de insetos pretos.
- Pai? É voce?
- Meu filho.
- Nao me chame assim. Onde esta Isa?
Lucian continuava sorrindo.
- Ela me desafiou. Tive de dar uma licao nela.
- O que fez com ela?
- Nada do que ela va se recuperar.

O corpo de Isa estava caido no chao, ja sem vida, quando Raphael aproximou- se.
- Foi...- disse Lucian se aproximando o bastante para toca-lo no rosto. Nao o fez.- necessario.
- Não! - gritou ele enfiando a barra de metal solta no chao no peito de seu pai.
Algo que todas as pessoas deveriam saber sobre o amor: ele não existe. E quando o encontramos, ele simplesmente escapa - pensou Raphael, enquanto suas lagrimas rolavam em seu rosto e caiam sobre o corpo de Isa.
Ela morreu e...